
Desde ontem que tenho sentido um vazio, uma angústia. Fiquei me questionando de onde viria essa sensação e por qual motivo ela estaria me acompanhando. Não encontrei respostas nem sentido. Mas, já que é o último dia do ano, talvez seja bom pensar, como a maioria das pessoas fazem, numa retrospectiva e, a partir daí, tentar dar sentido a esse vazio.
Lembrei do período em que fiz terapia e que era corriqueira essa sensação de vazio. A cada descoberta, a cada nova angústia, esse vazio aparecia e tinha a leve missão de empatar meu progresso nas sessões. Empatar porque o vazio é o desconhecido, é o medo, é o "não-saber". E eu tenho sérias dificuldades em lidar com isso, mas em 2008, ele quase não me fez companhia.
A vida fluiu levemente, de cara lavada e alma quase exposta. Deixei acontecer e me permiti ser o que cabia. Ganhei ótimos momentos e boas lembranças. Permiti que as pessoas entrassem na minha vida. Permiti a mim mesmo ser mais leve. Permiti andar sem cautela. E quando imaginei que nao pudesse mais, a minha alma se expôs e, dessa vez, não se sufocou com as minhas dúvidas. Quando eu acreditei que ser sensata seria a atitude mais correta e, mesmo assim, me entreguei à insensatez, eu experimentei o êxtase da "permissão", da escolha. E, depois disso, quando eu tinha a quase-absoluta-certeza de que estaria despencando num novo abismo, descobri, me permitindo, que era apenas uma forma de dizer a mim mesmo: sou eu quem escolhe. Eu que escolho a ótica. Eu que escolho por onde caminhar e a qual sentimento essa minha caminhada vai me levar. Um abismo pode não ser sinônimo de queda. Um abismo pode ser sinônimo de entrega. Eu escolhi ver dessa forma. E foi a escolha mais adequada.
Eu poderia acreditar que o ano não passou de ilusão ou poderia acreditar que foi a mais leve entrega. E eu escolhi a segunda opção.
Assim, eu vivi 2008. Permitindo-me, entregando-me e vivendo. Não exatamente nessa ordem. E nem como a facilidade de transformar um ano inteiro em meia dúzia de palavras. Foi difícil, foi angustiante, foi cheio de dúvidas, mas consegui, em doses homeopáticas, incluir o "permitir-se" no meu mundo. Esse foi o maior feito, a maior de todas as conquistas nesse ano.
Talvez, depois desse post, eu tenha acabado de encontrar o sentido pra esse vazio. O ano está acabando e eu estou sem saber. Estou a horas de me entregar ao novo, à descoberta, ao desconhecido e isso mexe comigo. Mas não mais a ponto de me paralisar, a ponto de esconder o meu sorriso.
Que venha 2009! Cheio de ânsia, de sabor, cheio de amor e de novo.
Lembrei do período em que fiz terapia e que era corriqueira essa sensação de vazio. A cada descoberta, a cada nova angústia, esse vazio aparecia e tinha a leve missão de empatar meu progresso nas sessões. Empatar porque o vazio é o desconhecido, é o medo, é o "não-saber". E eu tenho sérias dificuldades em lidar com isso, mas em 2008, ele quase não me fez companhia.
A vida fluiu levemente, de cara lavada e alma quase exposta. Deixei acontecer e me permiti ser o que cabia. Ganhei ótimos momentos e boas lembranças. Permiti que as pessoas entrassem na minha vida. Permiti a mim mesmo ser mais leve. Permiti andar sem cautela. E quando imaginei que nao pudesse mais, a minha alma se expôs e, dessa vez, não se sufocou com as minhas dúvidas. Quando eu acreditei que ser sensata seria a atitude mais correta e, mesmo assim, me entreguei à insensatez, eu experimentei o êxtase da "permissão", da escolha. E, depois disso, quando eu tinha a quase-absoluta-certeza de que estaria despencando num novo abismo, descobri, me permitindo, que era apenas uma forma de dizer a mim mesmo: sou eu quem escolhe. Eu que escolho a ótica. Eu que escolho por onde caminhar e a qual sentimento essa minha caminhada vai me levar. Um abismo pode não ser sinônimo de queda. Um abismo pode ser sinônimo de entrega. Eu escolhi ver dessa forma. E foi a escolha mais adequada.
Eu poderia acreditar que o ano não passou de ilusão ou poderia acreditar que foi a mais leve entrega. E eu escolhi a segunda opção.
Assim, eu vivi 2008. Permitindo-me, entregando-me e vivendo. Não exatamente nessa ordem. E nem como a facilidade de transformar um ano inteiro em meia dúzia de palavras. Foi difícil, foi angustiante, foi cheio de dúvidas, mas consegui, em doses homeopáticas, incluir o "permitir-se" no meu mundo. Esse foi o maior feito, a maior de todas as conquistas nesse ano.
Talvez, depois desse post, eu tenha acabado de encontrar o sentido pra esse vazio. O ano está acabando e eu estou sem saber. Estou a horas de me entregar ao novo, à descoberta, ao desconhecido e isso mexe comigo. Mas não mais a ponto de me paralisar, a ponto de esconder o meu sorriso.
Que venha 2009! Cheio de ânsia, de sabor, cheio de amor e de novo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário