Momentos & Desabafos


"Se você vomita, azeda tudo em volta. Se você engole, azeda tudo dentro" - J. A. Gaiarsa


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

E sempre e tanto...





Aos 28, algumas paixões, dois grandes amores e um excesso de desilusões depois, eu teria motivos de sobra para acreditar que se doar não vale a pena, que perde-se tempo e que ser egoísta é fundamental. Motivos pra ser amarga, azeda e inconformada. Motivos pra dedicar a minha vida única e exclusivamente a mim. E, ainda assim, eu prefiro ser eu.


E eu sou uma pessoa meio boba-romantiquinha-e-incurável. Eu me entrego, eu me dedico, eu acredito e...me ferro também. Mas não troco todos os sorrisos que um dia dediquei a alguém pela certeza de que não chorarei no dia seguinte.


E hoje só há uma certeza no meu coração: você se foi, mas eu faria tudo outra vez e de novo e quantas vezes fosse preciso e com a mesma intensidade e com o mesmo sorriso e com a mesma entrega e com todo o carinho que eu pudesse te oferecer. E depois de tudo, eu ainda continuo acreditando que se entregar a paixão não tem preço!


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cartas na mesa



Há mais de um ano, fui com uma amiga na casa de uma senhora que joga cartas. Como não conheço muito bem sobre esse assunto e apesar de saber que na maioria das vezes é pura balela, eu sempre tive um certo receio, que quase beira o medo, dessas coisas, mas como minha amiga garantiu que a mulher acertava tudo e o meu coração estava num estado quase deplorável, resolvi arriscar e ver no que ia dar. Fui somente com a intenção de acompanhar a minha amiga, mas a mulher resolveu olhar pra mim e lançar uma frase que parecia que estava lendo meus pensamentos, então pensei e por que não?

E já que eu estava lá, eu queria saber sobre o amor. Queria que ela me dissesse tudo que pudesse ler naquelas cartas sobre a minha vida amorosa. E, pro meu desespero, ela conseguiu ler tudo o que eu não queria que ela tivesse lido. Disse que meu "caminho" estava fechado pro amor e demoraria muito tempo até eu o encontrar novamente, que passariam pessoas pela minha vida nas quais eu não poderia confiar e que eu pensaria ter encontrado muitas vezes, mas que eu estaria, em todas elas, errada. Disse também que era pra eu aprender a aproveitar as oportunidades e saber curtir se não eu poderia sofrer. Até tentei esquecer e acreditar que era tudo balela, mas não deu certo. Resultado: lágrimas no travesseiro. Filha da mãe. Maldita hora que eu inventei essa história. Idéia de girico, diria minha vó. Nem sei o que significa isso, mas ela diria e sei que cabe perfeitamente.

Esse causo me veio na lembrança porque lembrei que faz tempo e até agora nada de encontrar o amor novamente. Mas como ela disse que eu encontraria, iria demorar, mas eu encontraria e como, pelo menos até agora, eu não posso duvidar do que ela disse, eu continuo tendo esperança.

E como hoje é dia de Iemanjá e eu tenho um pézinho na Bahia, não custa nada fazer uma fézinha. Não vou poder mandar oferenda porque moro bem longe do mar, mas fico devendo e pagarei em breve. Quem sabe ela não se compadece, dá uma ajudinha e abre essa droga de caminho! Salve, Salve, Iemanjá!