
Há mais de um ano, fui com uma amiga na casa de uma senhora que joga cartas. Como não conheço muito bem sobre esse assunto e apesar de saber que na maioria das vezes é pura balela, eu sempre tive um certo receio, que quase beira o medo, dessas coisas, mas como minha amiga garantiu que a mulher acertava tudo e o meu coração estava num estado quase deplorável, resolvi arriscar e ver no que ia dar. Fui somente com a intenção de acompanhar a minha amiga, mas a mulher resolveu olhar pra mim e lançar uma frase que parecia que estava lendo meus pensamentos, então pensei e por que não?
E já que eu estava lá, eu queria saber sobre o amor. Queria que ela me dissesse tudo que pudesse ler naquelas cartas sobre a minha vida amorosa. E, pro meu desespero, ela conseguiu ler tudo o que eu não queria que ela tivesse lido. Disse que meu "caminho" estava fechado pro amor e demoraria muito tempo até eu o encontrar novamente, que passariam pessoas pela minha vida nas quais eu não poderia confiar e que eu pensaria ter encontrado muitas vezes, mas que eu estaria, em todas elas, errada. Disse também que era pra eu aprender a aproveitar as oportunidades e saber curtir se não eu poderia sofrer. Até tentei esquecer e acreditar que era tudo balela, mas não deu certo. Resultado: lágrimas no travesseiro. Filha da mãe. Maldita hora que eu inventei essa história. Idéia de girico, diria minha vó. Nem sei o que significa isso, mas ela diria e sei que cabe perfeitamente.
Esse causo me veio na lembrança porque lembrei que faz tempo e até agora nada de encontrar o amor novamente. Mas como ela disse que eu encontraria, iria demorar, mas eu encontraria e como, pelo menos até agora, eu não posso duvidar do que ela disse, eu continuo tendo esperança.
E como hoje é dia de Iemanjá e eu tenho um pézinho na Bahia, não custa nada fazer uma fézinha. Não vou poder mandar oferenda porque moro bem longe do mar, mas fico devendo e pagarei em breve. Quem sabe ela não se compadece, dá uma ajudinha e abre essa droga de caminho! Salve, Salve, Iemanjá!
E já que eu estava lá, eu queria saber sobre o amor. Queria que ela me dissesse tudo que pudesse ler naquelas cartas sobre a minha vida amorosa. E, pro meu desespero, ela conseguiu ler tudo o que eu não queria que ela tivesse lido. Disse que meu "caminho" estava fechado pro amor e demoraria muito tempo até eu o encontrar novamente, que passariam pessoas pela minha vida nas quais eu não poderia confiar e que eu pensaria ter encontrado muitas vezes, mas que eu estaria, em todas elas, errada. Disse também que era pra eu aprender a aproveitar as oportunidades e saber curtir se não eu poderia sofrer. Até tentei esquecer e acreditar que era tudo balela, mas não deu certo. Resultado: lágrimas no travesseiro. Filha da mãe. Maldita hora que eu inventei essa história. Idéia de girico, diria minha vó. Nem sei o que significa isso, mas ela diria e sei que cabe perfeitamente.
Esse causo me veio na lembrança porque lembrei que faz tempo e até agora nada de encontrar o amor novamente. Mas como ela disse que eu encontraria, iria demorar, mas eu encontraria e como, pelo menos até agora, eu não posso duvidar do que ela disse, eu continuo tendo esperança.
E como hoje é dia de Iemanjá e eu tenho um pézinho na Bahia, não custa nada fazer uma fézinha. Não vou poder mandar oferenda porque moro bem longe do mar, mas fico devendo e pagarei em breve. Quem sabe ela não se compadece, dá uma ajudinha e abre essa droga de caminho! Salve, Salve, Iemanjá!

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