Momentos & Desabafos


"Se você vomita, azeda tudo em volta. Se você engole, azeda tudo dentro" - J. A. Gaiarsa


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

...

Fico pensando: o que prende uma pessoa a outra? Vejo as relações ao meu redor e dá pra contar nos dedos de uma das mãos aquelas nas quais se percebe o amor entre o casal. A maioria delas é apenas convívio, um comodismo visível que chega a ser incômodo. Não falo em paixão porque sei que com o passar do tempo as coisas mudam e ela se transforma. Falo de respeito, companheirismo, amor. A preocupação com o outro, a vontade de estar perto e não a falta de escolha e por isso ficar junto.
Bate uma tristeza toda vez que vejo um casal se "aguentando", trocando farpas na frente de outras pessoas, destilando insatisfações. Tristeza e inquietação. Penso se é possível viver o que eu tanto quero pra mim. Um amor de verdade construído com esforço, mas de forma respeitosa e sem que haja a necessidade de continuar ali mesmo quando o desejo já se foi. Penso que mais vale a pena esperar por um amor que nem se sabe se vai chegar, que viver uma vida monótona tendo que se contentar com um dia após o outro e viver desejando companhia mesmo não estando só.
Sim, eu sou feliz! E sei disso, mas hoje estou triste.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O que há...







O celular não toca. Nenhuma mensagem. Nenhum email na caixa de entrada.

Aqui só há um aperto no coração. Uma noite interminável. Um vazio na alma. Um frio no estômago. Uma angústia no peito. Lágrimas nos olhos. Muitas perguntas...e seu cheiro no travesseiro.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Isso não pode ser você




Eu não sei o que pensar. Há uma estranheza em mim. Não sei o que aconteceu. Ontem você estava aqui, entregue, meu. Beijos, palavras, prazer cheio de saudade. Eu acreditava em cada palavra sua. Tudo parecia tão verdadeiro. A entrega, a atenção, os beijos de boa noite, os abraços na madrugada, o beijo seguido pelo sorriso de bom dia. Parecia que você estava ali, comigo, junto, sentindo a mesma entrega, adorando as descobertas.

Os telefonemas inesperados, as mensagens espontâneas. Não era verdade? Onde eu estava que não percebi que era apenas uma nuvem. Onde eu estava quando você me alertou que não seria como eu imaginava? Eu perdi alguma cena, estava de olhos fechados ou você realmente esqueceu de me avisar? Avisar que era passageiro. Avisar que não era entrega. Parecia, mas não era. Avisar que você não estava ali, junto, comigo. Aliás, você até estava, mas não junto. Não comigo.
Não consigo entender como você diz me querer e duas horas depois você não está mais aqui. Nunca esteve?

Me recuso a acreditar que foi tudo em vão. Logo você. Quem me despertou, quem me mostrou que é possível sonhar mesmo depois de tantas lágrimas. Quem me chamou pra perto e me fez acreditar que sim, eu ainda posso amar. Ainda consigo dormir e acordar nos braços de alguém com tamanho prazer. Alguém não. Você! Nos seus braços, no seu peito. Depois de tudo, você foi o único a despertar em mim a vontade de estar junto, andar ao lado.

Mas agora você não está mais aqui. Você simplesmente abandonou o barco sem que nenhuma tempestade o tivesse ameaçando de afundar. No auge da minha entrega você finge não me ver. Eu não consigo entender. E, ainda, teimo em não acreditar que era tudo falsidade. E, apesar disso, não consigo encontrar uma outra palavra que possa simbolizar a sua ida dessa forma abrupta, sem sentido, sem razão, sem explicação. Ir por ir. Ir por não querer ficar. Mas eu ainda estou aqui e, não sei até quando, querendo acreditar que não foi ilusão. Não foi falsidade. Querendo acreditar que isso não é você. Pelo menos até a verdadeira verdade bater em minha porta e eu, pensando ser você, deixá-la entrar e me fazer companhia no seu lugar.